Sofia não sabia muito bem o que fazia ali, assim como também não sabia muito bem o que via. uma noite como todas as outras daquele mês. Quente, húmida e escura. No muro, as sombras que lhe perseguiam e torturavam. Grandes, disformes, negras a seguiam devagar sem muito suarem. Mas conforme as luzes dos postes de concreto daquela ruela brilhava sobre a água do asfalto as pequenas gotas da chuva começaram a vibras em ondas silenciosas. As sombras, com medo da chegada de Sofia ao seu destino, buscavam em tudo aproximar-se da menina que agora dera seu primeiro passo largo. E foi assim que tudo parou. A câmera girou 360º em volta da cena. Lá estavam Sofia, as sombras, os pingos, o brilho, o concreto. Tudo lá estava, parado. Salvo os olhos de Sofia que tremiam como as poças, obstinados pelo objetivo e desesperados por causa do largo passo apertado de Sofia.
Homens e Can't touch this
10 horas atrás


